FATOS HISTÓRICOS

A cachaça é obtida por meio da destilação do caldo de cana-de-açúcar.

O Brasil é hoje o maior produtor mundial da cana-de-açúcar que é originária da Índia e da China. 

Em 650 d.C., os árabes conquistaram a Pérsia, onde existiam avançados estudos sobre o refino de açúcar. Plantaram mudas de cana em outras regiões em que o cultivo também pudesse prosperar e levaram o açúcar à Europa pela Rota da Seda. No século XII se plantava cana-de-açúcar em Veneza e na Península Ibérica, dominada pelos árabes; na sequência, foi plantada na ilha da Sicília, na Itália, nas ilhas portuguesas dos Açores e Madeira e nas espanholas Canárias.

Cristóvão Colombo a trouxe para a América e a plantou na Ilha Hispaniola, hoje ilha de Santo Domingo, no Haiti e na República Dominicana, mas não teve sucesso. Em 1516 a cana foi introduzida na ilha de Itamaracá, no litoral de Pernambuco, pelo administrador colonial Pero Capico, e em 1532 foi instalado o primeiro alambique em São Vicente, São Paulo. 

A produção de açúcar e cachaça no Brasil colonial se desenvolveu rapidamente devido ao solo, ao clima e ao alto valor do açúcar, que era exportado para Portugal. A cachaça não pagava tributos porque era contrabandeada por navios para todo o mundo, passando a ser imprescindível a bordo como antisséptico no combate a vírus e bactérias, como remédio de infusão, para evitar o escorbuto e fazer a alegria da marujada ao ser consumida como um coquetel com cachaça, açúcar, limão e especiarias (a nossa caipirinha) e completado com água quente (o nosso quentão).

Em 1640, os holandeses se apossaram de Pernambuco e aprenderam a cultura da cana-de-açúcar e a fazer cachaça. Foram expulsos em 1654 e a levaram para o Caribe. A partir de então, o Caribe passou a fabricar “aguardiente de caña”, run, rhun, ron de Cuba, e no Brasil a cachaça tomou muitos nomes – aguardente, cana, caninha, pinga, rum, bagaceira, entre outros nomes populares.

Naqueles tempos a cachaça era destilada da fermentação do melaço, sobra da fabricação do açúcar.

Atualmente a cachaça é um produto de mais qualidade, destilada do fermentado do caldo de cana-de-açúcar em grandes colunas industriais ou em alambiques artesanais, onde se faz a separação mais precisa dos componentes secundários.

No Brasil, destilados da fermentação do bagaço de cana não podem ser chamados de cachaça.

Em 1979, iniciou-se no Brasil um movimento para a produção de uma cachaça de qualidade que pudesse competir com outros destilados internacionais. O Armazem Vieira fez parte desse movimento e, naquele ano, iniciou seus conhecimentos; em 1983, começou sua produção.

Em 1985 foi lançada a cachaça Armazem Vieira Porto Nossa Senhora do Desterro, conhecida como Armazem Vieira Tradicional, e em 1999 sua linha de 7 cachaças envelhecidas por 3 a 16 anos. Em 2020, lançou-se no mercado a cachaça Armazem Vieira Topázio Imperial, com 32 anos de envelhecimento no método soleira. 

Em outubro de 1987, as cachaças Armazem Vieira chamaram a atenção da imprensa e em outubro de 1989 a revista IstoÉ noticiou sua qualidade.

O primeiro ranking nacional de cachaça foi realizado pela revista Playboy Brasil, em abril de 1990. Foram selecionadas as 16 melhores cachaças e a Armazem Vieira Porto Nossa Senhora do Desterro – Tradicional obteve o 11º lugar.

O primeiro grande reconhecimento das cachaças Armazem Vieira foi em agosto de 2003, quando a revista Playboy realizou o segundo ranking, com as 28 melhores cachaças do Brasil, no qual as cachaças Armazem Vieira obtiveram duas classificações: o 2º lugar para a Armazem Vieira Onix na categoria Cachaças Premium e o 7º lugar para a Armazem Vieira Esmeralda na categoria Cachaças de Alambique.

Em janeiro de 2006, as cachaças Armazem Vieira foram escolhidas como cachaças nota 10 pela revista Prazeres da Mesa, ao lado do uísque Buchanan’s 12 anos e da vodca Absolut. A revista descrevia que a “joia da coroa” é a cachaça Ônix, envelhecida 16 anos, com perfume profundo, perfeita acidez, sabor macio e final delicado. Destacou também a Terra, envelhecida 12 anos, a Rubi, envelhecida 8 anos, a Tradicional, 6 anos, e a Esmeralda, 4 anos. 

A revista Veja, em fevereiro de 2010, premiou a cachaça Armazem Vieira com o 5º lugar entre as melhores cachaças envelhecidas do Brasil, numa avaliação que englobava o aspecto visual, as características olfativas e análises degustativas e de retrogosto.

Hoje as cachaças Armazem Vieira são encontradas em todo o território nacional e exportadas regularmente para a Alemanha e outros mercados.